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sexta-feira, 13 de junho de 2014

Série #maonaroda: Graça irresistível.




#maonaroda o que é? Uma breve explicação do projeto!


Manja aquele papo teológico com o "seu Zé da padaria", onde você tenta mostrar uma doutrina, ou mesmo refutar alguma Heresia e o "seu Zé da padaria" fala:

-Beleza jovem mas e a base bíblica?

E sua cabeça lembra até a cronologia da crise infinita da DC, mas aquela referência veterotestamentária que é bom nada né?  "Deu branco!" Pois bem, vamos tentar aqui fazer um achado de textos e citações (E se possível alguns comentários) que mostram biblicamente de forma simples e direta a veracidade de alguma doutrina. Vamos tentar colocar também suas possíveis "refutações" (ainda que a bíblia seja perfeita e não se contradiga, existem textos que são usados erroneamente para tentar desacreditar outros versos) para ajudar os mais desmemoriados (como eu) a defender doutrinas e refutar heresias.

Formato do conteúdo.

Enquanto eu for o editor destes textos vou tentar ser descontraído e SUCINTO, ser breve e objetivo em relação aos textos e suas possíveis "usabilidades argumentativas" serão meu norte ao escrever esta série simples porém de grande utilidade. Então não espere um comentário exegético de alto primor teológico e aprofundado em várias vertentes e diferenciadas ...BAHHHH "o negócio" é ser simples e pratico!

Geralmente o assunto será definido da seguinte forma

DEFINIÇÃO - Uma breve explicação sobre o assunto e suas características principais.

DEFESA - Quais textos defendem ou aparentemente reforçam essa ideia, seguidos de comentários do autor ou de teólogos clássicos (caso necessário).

REFUTAÇÃO - Quais textos refutam ou aparentemente descreditam essa ideia, seguidos de comentários do autor ou de teólogos clássicos (caso necessário).

CONCLUSÃO - Caso o autor queira dar seu parecer pessoal ou fazer alguma ressalva acerca do tema para melhor entendimento dos leitores.

Lembrando que a orientação teológica do Soleiro que escreve a matéria (Sim nós não pensamos de forma perfeitamente igual XD) influenciará o texto, sendo necessário inclusive duas versões do mesmo tema em casos extremos.

O foco da série não é explicar de forma alguma a doutrina, mas sim ajudar quem já as conhece a defender/refutar a doutrina em questão.

Espero que vocês comentem e me mostrem suas opiniões e inclusive me lembrando de algum texto útil que eu esqueça.

Tema: Graça irresistível



Graça irresistível - Definição


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Livre Arbítrio: um Delírio.


Em primeiríssimo lugar, você tem livre arbítrio para não ler esse texto daqui em diante, se você acha que isso vai confrontar àquilo que você acredita.

Vivemos, hoje, num tempo em que a maioria das pessoas acredita num tal de livre arbítrio, no qual é possível barganhar com Deus através de jejuns, orações e campanhas absurdas, e que inclusive admite a não soberania de Deus sobre algumas questões humanas, como por exemplo, a conversão e mesmo algumas catástrofes naturais que dizimam milhões de pessoas mundo a fora.
Supondo, então, uma “soberania relativa” de nosso Senhor sobre a criação, como se explicam estes dois versículos?

“E agora diz o Senhor, que me formou desde o ventre para ser seu servo, para que torne a trazer Jacó; porém Israel não se deixará ajuntar; contudo aos olhos do Senhor serei glorificado, e o meu Deus será a minha força”.
Isaías 49:5

“Que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade”.
Isaías 46:10

Em Isaías 49: 5, a palavra diz muito claramente: “[...] que me formou desde o ventre para ser seu servo [...]” Ou seja, como alguns cantam por aí, não se escolhe Deus. Ele é quem escolhe, desde muito antes de poder-se escolher qualquer coisa que seja. E em Isaías 46: 10 “Que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam.”. Ou seja, Ele já sabe as coisas que ainda estão por acontecer. Não importa que seja a morte de uma mãe de família, um tornado, uma torção no tornozelo. Trivial ou catastrófico, Ele sabe e Sua vontade prevalecerá. Mas por que é que existem tantas pessoas acreditando e pregando essa “soberania relativa” de um Deus que é essencialmente soberano?
A resposta pode ser um pouco dolorosa, mas em muitos casos é verdadeira. Não se trata de uma convicção ideológica baseada em estudos teológicos. Trata-se de comodismo. Facilidade. Dificuldade em aceitar o evangelho como ele realmente é. Preguiça de pensar na fé que professa e aceitar conclusões que, para corações humanos (e mesquinhos), soam dolorosas por demais. Esse comodismo, em geral, nasce de mentes que acham que a Graça Divina foi criada para que não haja mais sofrimento neste mundo, ou para acreditar numa justiça divina que transgride os próprios princípios para “[...] que haja vida. E Vida em abundância”.  Afinal de contas Deus é amor, e quando acontece uma tragédia em nossas vidas, o Criador não tem nada a ver com isso.
Até quando as pessoas vão começar pensando assim, e terminar se perguntando “Se Deus é tão poderoso, porque Ele não impediu os tsunamis que mataram milhares de pessoas no oriente?”, por exemplo. E dessa maneira, ir questionando se realmente vale a pena seguir esse Deus. Entender a soberania de Deus é o primeiro grande passo para aceitar melhor as mazelas da vida nesse mundo. Pois Paulo mesmo disse que em tudo seríamos atribulados, mas não angustiados. No caso específico dos tsunamis, Deus tem sim poder para não deixá-los acontecer. Ele é onipotente. Por que Ele deixou acontecer, então? Isso não é da conta de mentes humanas, afinal, diz a Bíblia:

“Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos”. Isaías 55:9  

Acreditar que Deus é onisciente é um ato de Fé, porque raras serão as vezes em que poderemos entender as coisas do jeito que Deus entende.