Como descobri a
doutrina reformada há pouco tempo, não posso deixar de dizer que entender
algumas coisas é um pouco chocante. Quando estamos falando de ser reformado, quase sempre, estamos
falando em ser calvinista. Entendo
que as pessoas não gostem de se rotular, ou de receber rótulos, porque os
rótulos ideológicos são, normalmente, usados para disseminar algum tipo de
preconceito ou prerrogativa pejorativa, mas entendendo que isso tem uma serventia real - encurtar caminhos linguísticos para explicar no que se
acredita - fica tudo mais fácil. Por exemplo, uma pessoa pode dizer que não
ingere alimentos de origem animal porque ela é ativista a favor do direito dos
animais não serem mortos ou sentirem dor durante a extração de seus produtos
alimentícios para suprir as necessidades de consumo humano, ou simplesmente
dizer que ela é vegan. Quem estiver
familiarizado com o termo vai entender, e se não estiver, pode ouvir a
explicação do termo uma vez, e, então, não precisar do caminho longo novamente
para compreender os hábitos alimentares de determinada pessoa.
Pois bem, aplicamos
esses rótulos ideológicos para várias outras implicações de nossa vida
acadêmica, política, social e, como não poderia deixar de ser diferente,
teológica.
Então, uma vez que uma
pessoa diz ser um cristão reformado ou calvinista, significa que ele concorda,
ao menos em parte, com um acróstico, usado pela escola calvinista, a TULIP.