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sábado, 3 de janeiro de 2015

Mosaico de Doutrinas



O livro Mosaico Teológico é uma produção da BTBooks, do blog Bibo Talk. Ele foi escrito a oito mãos pelos quatro participantes dos podcasts e posts do blog é que o escreveram, a saber o Bibo de Aquino, Maurício Machado, Alexander Stahloefer e Alexandre Milhoranza.

O livro teve o prefácio feito por ninguém mais que Augustus Nicodem

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Uma Análise sobre o Pastorado



Lembrai-vos dos vossos pastores, que vos falaram a palavra de Deus, a fé dos quais imitai, atentando para a sua maneira de viver.
Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente.
Não vos deixeis levar em redor por doutrinas várias e estranhas, porque bom é que o coração se fortifique com graça, e não com alimentos que de nada aproveitaram aos que a eles se entregaram

Hebreus 13:7-9
Quanta verdade numa só palavra. Façamos então uma análise detalhada.

 Lembrai-vos dos vossos pastores, que vos falaram a palavra de Deus, a fé dos quais imitai, atentando para a sua maneira de viver.

O versículo sete nos mostra três verdades muito claras. A primeira, muito óbvia, pastor tem que falar a palavra de Deus. –Sim, claro. Isto é muito óbvio! Mas o que, de fato, significa isso? Falar a palavra de Deus deve causar consequências em quem às ouve (ao menos naqueles que estão dispostos a ouvi-la e compreendê-la). Essas consequências podem ser tiradas das Escrituras, que Deus nos deu para que pudéssemos conhecê-lo melhor.
Efésios 6: 17 diz que a Palavra é a espada do Espírito. A metáfora feita é bastante clara se pensarmos que a Palavra é nossa arma. –Mas contra o que lutamos?

Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.

O papel do pastor, nesse caso, é munir suas ovelhas com a espada da Palavra. E principalmente, ensinar os seus a lutar os bons combates, não os combates vãos. Quantos e quantos pastores estão se xingando nas redes sociais, ou fazendo guerrinha de influência na televisão. Ou ainda, em vez de ensinar a doutrina para que suas ovelhas saibam distinguir o certo do errado no mundo em que vivemos, fazem um ensino extremamente tradicionalista e castrador do pensamento. Criam uma massa de manobra dentro das igrejas. A guerra, nesse último caso, é dos “esclarecidos” contra os esclarecidos. Essas são realmente as guerras do cristão?

Mateus 4:4 diz que “nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sair da boca de Deus”. Ou seja, a Palavra de Deus não só é capaz de nos dar vida (como força motor, criadora), mas também nos sustenta em nossa fé, em nossa caminhada. Quando Jesus disse isso, ele estava sendo tentado durante um tempo de jejum, e, através dessa Palavra, Ele repudiou a tentação. Temos que tomar isso como lição, e dizer que a Palavra é maior que a nossa tentação, por mais incrédulos que sejamos. Que palavras nossos pastores estão nos dando para lidarmos com as nossas tentações? Estão sendo “demasiadamente misericordiosos” e dizendo que “é assim mesmo, isso faz parte da sua personalidade. Não há porque mudar”, descaradamente massageando o ego dos fiéis? Ou estão denegrindo a figura humana das suas ovelhas, com um discurso que, de tão duro, em vez de gerar arrependimento, gera ódio, ira, etc.?